A trajetória de Felipe Folgosi vai além dos personagens que o tornaram conhecido na televisão brasileira. Com mais de três décadas de carreira, o ator construiu uma atuação que inclui teatro, cinema, apresentação de programas, produção audiovisual e criação de histórias em quadrinhos.
Seu início nos palcos aconteceu aos 15 anos. Em 1993, aos 17, estreou na televisão na minissérie “Sex Appeal”, da Rede Globo. Na sequência, interpretou o protagonista Alef em “Olho no Olho”, trabalho que marcou os primeiros anos de sua carreira.
Ao longo do percurso, integrou o elenco de novelas como “Explode Coração”, “Corpo Dourado”, “Vidas Cruzadas”, “Prova de Amor” e da trilogia “Os Mutantes”. Também participou de “Chiquititas” e “As Aventuras de Poliana”, no SBT, além de produções como “O Negócio” e “171 — Negócio de Família”.
A experiência diante das câmeras se estendeu à apresentação de programas, entre eles “Tá Ligado”, da Fundação Roberto Marinho, e “Que Marravilha! — Aula de Cozinha”, do GNT. No teatro, seu portfólio reúne 16 peças, incluindo “Gato Vira-Lata”, de Juca de Oliveira.
Do trabalho como ator à criação de roteiros
Com formação em cinema pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e especialização na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), Folgosi desenvolveu também uma carreira nos bastidores.
Um dos exemplos é o longa-metragem “Rodeio Rock”, dirigido por Marcelo Antunez e lançado nos cinemas em 2023. Na produção, estrelada por Lucas Lucco e Carla Diaz, ele assina o roteiro, participa como ator e atua como produtor associado.
Outro destaque é o documentário “Traço Livre”, produzido e apresentado por Folgosi em 2018. Voltado ao cenário brasileiro dos quadrinhos, o trabalho estreou na CCXP e venceu o Troféu HQMIX na categoria Produção para Outras Linguagens. Em 2022, o artista também produziu e participou da série “Em Cena — A Arte do Ator”, exibida em quatro episódios pelo Canal Curta!.
Uma década dedicada aos quadrinhos
A criação de histórias em quadrinhos ocupa um espaço importante em sua produção autoral. Em 2015, Folgosi lançou “Aurora”, uma graphic novel de ficção científica indicada em quatro categorias ao HQMIX. A obra deu origem a uma trilogia, continuada por “Chaos”, em 2019, e concluída com “Ômega”, em 2021.
Seu catálogo também inclui “Comunhão”, de suspense e terror psicológico; “Um Outro Dia”, baseada em uma peça de sua autoria; e “Knock Me Out”, um drama romântico ambientado no universo do MMA.
O autor ampliou sua produção para o público infantil com “Lambo”, lançado em 2023, e “O Prédio”, em 2025. Segundo o portfólio enviado à reportagem, sua editora, Yosemite, reúne oito obras publicadas. O material também apresenta “Non Plus Ultra” como um projeto em desenvolvimento, com previsão de lançamento em 2026.

Arte e formação de novos públicos
Além da produção artística, Folgosi realiza palestras e oficinas de teatro, roteiro e quadrinhos. Seu trabalho inclui atividades em bibliotecas, escolas públicas e instituições de ensino, aproximando estudantes dos processos de criação de personagens e narrativas.
Entre a interpretação e a escrita, Felipe Folgosi construiu uma carreira em diferentes linguagens. Dos papéis na televisão às histórias publicadas em quadrinhos, seu percurso reúne tanto a atuação diante do público quanto o trabalho de desenvolver e produzir novas obras.


